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Minha História de Amamentação

  • Foto do escritor: Laís Spósito
    Laís Spósito
  • 4 de ago. de 2023
  • 4 min de leitura

Essa semana iniciamos a Semana Mundial de Incenitvo à Amamentação e o Agosto Dourado (no Brasil). Campanhas para compartilhar informações e incentivos em todoo mundo.


Todo mundo está cansado de saber que amamentar traz inúmeros benefícios ao bebê e à mãe, desde os fisiológicos (saúde física) e à relação mãe-bebê e ao desenvolvimento emocional do bebê.


Para MIM, amamentar sempre foi um grande desejo! E um sonho! Eu achava lindo demais e explendoroso aquele momento de conexão onde uma mãe nutri seu bebê a partir do próprio corpo. No entanto, pouco se falava e amamentar parecia ser algo tão natural e instintivo, tão simples e fácil! Era assim que eu via! Até engravidar! E estudar! E conhecer e desmistificar muitas coisas!


AMAMENTAR É LINDO! Continua sendo um sonho (realizado!) para mim!


Mas, NEM TUDO SÃO FLORES! E precisamos falar sobre isso também! Porque entre as flores, há muitos espinhos, mas eu quero que as futuras mamães saibam que, entre os espinhos, há sempre ferramentas de poda e curativos para curar os arranhões e, assim, poder apreciar a beleza das flores novamente!


Aqui a amamentação foi exclusiva até os 6 meses. Depois, apresentação alimentar e seguimos com muito tetê, e assim o é até hoje, e completamos 11 meses de amamentação nessa data!


E nesses 11 meses, tivemos um início conturbado, com freio lingual, hiperlactação, pega incorreta, ducto entupido, baby blues perpassando esses processos, inseguranças e dor! Chorei por vezes enquanto amamentava, ou enquanto ordenhava. Me senti insuficiente! Foi bem difícil! Muito mesmo! O puerpério pode ser para algumas mulheres preenchido por sentimentos desafiadores e, viver mais desafios na amamentação, uma tarefa que diziam que deveria ser fácil e instintiva, que o bebê saberia sugar assim que nascesse e pronto... é bem desesperador!


Meu trunfo: EU ME PREPAREI PARA AMAMENTAR! Me preparei e ainda assim, não estava preparada! Sim, isso mesmo! A gente precisa estudar, criar uma rede de apoio profissional para as possíveis dificuldades e aceitar que nem assim estaremos preparadas para o que estar por vi!


Eu pude contar com excelentes profissionais todo o tempo e saber que eu poderia ter isso, fez minha história de amamentação ter um final feliz!


Eu poderia ter desistido, achado que era natural sentir dor e ter amamentado até a dor não ser mais tolerável, e desistido! Mas, eu sabia que algo não ía bem, e busquei suporte!


As profissionais que me assistiram também souberam me orientar, desde a Doula, figura imprescindível para mim em todos os momentos da gestação, parto e pós-parto, a IBCLC que ministrou o curso de preparo para amamentação que realizei, as Midwives e as consultoras de amamentação que consultei.


Agradeço imensamente a elas e ao conhecimento que elas tiveram para me dar suporte e incentivo nessa jornada que, mesmo hoje, após 11 meses de lindos momentos felizes e nutritivos, ainda apresenta desafios (Agora são os dentinhos!)


Amamentar para mim é uma responsabilidade e uma honra infinitas! Sim, é renuncia, é ser a pessoa de dependência de um outro ser humano! É entrega!


Aquelas mães que fazem de tudo para amamentar e não conseguem ter suas histórias e finais felizes, meu abraço.


Aquelas que optaram por não fazer, espero que tenha sido por uma escolha de vida, não por falta de informação!


Por isso, gostaria de deixar lgumas sugestões inportantes para as futuras mamães:


  1. Se prepare! Mesmo que isso não te prepare! Estude, leia, faça curso de preparo! (Aproveita que a Camila Valente está com vagas para uma turma de curso presencial e uma de curso online para setembro, aqui em Toronto!)

  2. Saiba quais as possibilidades e o que pode sinalizar que algo nã oestá caminhando bem, para saber quando pedir ajuda!

  3. Converse com sua rede de apoio sobre seu desejo em amamentar e a importância do apoio deles!

  4. Não tenha mamadeiras e chupetas, se sua escolha for amamentação exclusiva. (Entenda sobre confusão de bicos e o quanto esses itens podem prejudicar e até te roubar sua amamentação. Se escolher usar que seja sabendo os riscos.)

  5. Tenha uma amiga que esteja passando pelos mesmo momentos que você, para compartilhar e desabafar, e se apoiar!

  6. Nos momentos de dificuldade, lembre-se: ELES PASSARÃO! Busque ajuda! Isso pode melhorar!

  7. Se precisar de apoio, informação ou desabafar, ou ser acolhida: pode me escrever!


Desejo a todas as mulheres o PODER DE ESCOLHA CONSCIENTE sobre a AMAMENTAÇÃO e a riqueza que esse lindo ato pode te proporcionar!


E, depois de tudo isso, mas na verdade desde o início, eu transformei essa história em uma JÓIA, para me lembrar sempre dela com muito carinho e ter no meu peito para sempre um pouco do alimento que nutre meu bebê. Também pude presentear meus pais com uma lembrança afetiva com meu leite materno, para compartilhar com eles tanto amor que carrego nessa história. Não conhece as LEMBRANÇAS AFETIVAS? E não é só de leite materno que dá para fazer! Então, recomendo ir correndo no perfi lda @memory.gem e conferir o que são e como você pode ter a sua!


Deixarei abaixo os perfis no Instagram das profissionais que citei e que foram suporte, incentivo e guia:


IBCLC (Curso de preparo apra Amamentar): @camilavalentelc

DOULA: @leoamaterna

CONSULTORA DE AMAMENTAÇÃO e companheira de grupo de Mães: dra.pollianagomes

CONSULTORA DE AMAMENTAÇÃO que me atendeu: luanamidwife.student

MATERIAL DE PREPARO PARA CONGELAR LEITE MATERNO E AUMENTAR PRODUÇÃO: bebesemformula


Um abraço!


Laís

 
 
 

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